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AS LEIS DE MURPHY ACTUALIZADAS

Segunda-feira, 27.11.06
Lei da relatividade documentada
Nada é tão fácil quanto parece e nem tão difícil quanto à explicação do manual.

Lei da administração do tempo
Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.

Lei da procura indirecta
O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

Lei do telefone
Quando te ligam:
- se você tem caneta, não tem papel.
- se tiver papel, não tem caneta.
- se tiver ambos, ninguém liga.
Quando você ligar para um número de telefone errado, ele nunca estará ocupado.
Parágrafo Único: Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.


Lei da gravidade
Se você consegue manter a cabeça enquanto a sua volta todos estão perdendo a deles, provavelmente você não entende a gravidade da situação.


Lei da experiência
Só sabe a profundidade da poça quem cai nela.

Regulamentação do especialista
Especialista é aquele cara que sabe cada vez mais sobre cada vez menos.
Super especialista é aquele que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada.

Guia prático para a Ciência Moderna:
Se se mexer, pertence à Biologia.
Se feder, pertence à Química.
Se não funcionar, pertence à Física.
Se ninguém entende, é Matemática.
Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.

Lei dos cursos, provas e afins
Se o curso que você mais desejava fazer só tem "n" vagas, pode ter certeza de que você será o aluno "n + 1" a tentar se matricular. 80% do exame final será baseado na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu. Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer senão estudar a matéria dele.
Parágrafo Único: A citação mais valiosa para a sua redacção será aquela que você não consegue lembrar o nome do autor.

Lei das unidades de medida
Se estiver escrito "tamanho único" é porque não serve em ninguém.

Lei da queda livre
Qualquer esforço para agarrar um objecto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objecto cair naturalmente.

A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.
O gato sempre cai em pé. Não adianta amarrar o pão com manteiga nas costas do gato e jogá-lo no carpete; o gato comerá o pão antes de cair. Em pé.

Lei das filas e engarrafamentos
A fila ao lado sempre anda mais rapidamente.
Parágrafo Único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida


Lei do esparadrapo
Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

Lei da vida
Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente
examinada.
Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda.

Lei da atracção de partículas
Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

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publicado por Rastr às 21:24

Os signos a atravessar uma rua...

Domingo, 26.11.06

Vejam qual o significado do vosso signo e digam lá se não bate certo...

Porque é que o Carneiro atravessou a rua?
Certamente para ficar na conversa com alguém que estava do outro lado
do passeio.


Porque é que o Touro atravessou a rua?
Ora, porque teimou que tinha de o fazer...


Porque é que o Gémeos atravessou a rua?
Se nem ele sabe, como é que eu hei-de saber?


Porque é que o Caranguejo atravessou a rua?
Porque se sentiu só e abandonado deste lado de cá.


Porque é que o Leão atravessou a rua?
Para chamar a atenção, aparecer na televisão, nos jornais, revistas,
etc.


Porque é que o Virgem atravessou a rua?
Bem, atravessar, atravessar, ainda não atravessou, porque primeiro tem
que
medir:
a) A largura da rua. B)A velocidade dos carros. C) Se a experiência é
válida
D) Qual será a melhor hora para atravessar, etc.


Porque é que o Balança atravessou a rua?
Não chegou a atravessar. Pediu boleia e foi de carro.


Porque é que o Escorpião atravessou a rua?
Porque era proibido.


Porque é que o Sagitário atravessou a rua?
Porque é senhor, quis e apeteceu-lhe.


Porque é que o Capricórnio atravessou a rua?
Na verdade ele estava era a tentar suicidar-se por atropelamento.


Porque é que o Aquário atravessou a rua?
Porque para ele representou uma experiência criativa que trará
incontáveis avanços tecnológicos no futuro da humanidade.


Porque é que o Peixes atravessou a rua?
Porque proporciona à rua o único momento interessante, criativo e
cheio de acção.

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publicado por Rastr às 21:53

Tv Grátis On-Line

Sábado, 25.11.06

Hoje, ao navegar pela net, descobri um site fabuloso. É totalmente grátis e nem sequer necessita de qualquer registo.

Televisão à borla e uma quantidade de canais pelo mundo fora, incluíndo os nossos canais portugueses e na secção de Webcams, são cameras em tempo real.

Cliquem no endereço abaixo e adicionem aos vossos favoritos, porque vão ver que vale a pena.

http://www.tvtuga.com/

 

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publicado por Rastr às 16:53

Al Qaeda em Portugal

Sexta-feira, 24.11.06
Al Qaeda queria explodir o Cristo-Rei em Almada.

Documentos mantidos em sigilo pela Polícia Judiciária revelam que a Al Qaeda, organização terrorista de Osama Bin Laden, ordenou a execução de um atentado em Portugal. O alvo da acção seria a estátua do Cristo-Rei, localizada em Almada.

De acordo com informações obtidas hoje em Lisboa, a ordem de Bin Laden decorreu do ódio que o saudita nutre por símbolos monumentais católicos, que segundo ele representam "um símbolo da globalização dos infiéis". Demolidor de ídolos e iconoclasta como os talibãs que explodiram estátuas de Buda no Afeganistão, ele destacou dois mujahedins para o sequestro e uso de um avião que seria lançado contra a estátua "símbolo dos infiéis cristãos".

Os registos da polícia Judiciária dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Aeroporto Internacional da Portela em 4 de Novembro, Domingo, às 21h47m, no vôo da Air France procedente do Canadá, com escala em Londres.

A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada. Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichés e dificuldade de comunicação em virtude do Inglês fortemente marcado por sotaque árabe, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da TAP a voltar no dia seguinte, devidamente acompanhados por um intérprete acreditado pela classe.


A Polícia Judiciária investiga a possibilidade de eles terem apanhado um táxi pirata na saída do aeroporto, pois o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou uma hora e meia dando voltas com eles pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo junto à Cova da Moura. Aí, acabaram por ser assaltados e espancados por um grupo de toxicodependentes desesperados.

Eles conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e apanharam boleia num camião que fazia distribuição de garrafas de gás.

Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treino de guerrilha que receberam nas cavernas do Afeganistão e nos campos minados da Somália, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel do Estoril. Alugaram um carro na Avis e voltaram ao aeroporto, determinados a sequestrar um avião e atirá-lo bem no meio dos braços abertos do Cristo-Rei.

Enfrentam um congestionamento monstruoso na 2ª circular e ficam mais de 3 horas bloqueados no Campo Grande por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve, e junto da Av. Do Brasil são-lhes roubados os relógios por um gang da Zona J.

Às 12h30m, resolvem ir para o centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares. Recebem notas de 100 Euros falsas. Por fim, às 15h45m chegam ao aeroporto da Portela para sequestrar um avião. Os pilotos da TAP estão em greve por maiores salários e menos horas de trabalho.

Os controladores de vôo também pararam (querem equiparação aos pilotos). O único avião na pista é da AIR PORTUGÁLIA, mas está sem combustível.

Tripulações e passageiros estão acantonados na sala de espera e nos corredores do aeroporto, gritando slogans contra o governo.

O Batalhão da POLÍCIA DE CHOQUE chega batendo em todos, inclusive nos terroristas.

Os árabes são conduzidos à Esquadra da PSP do aeroporto, acusados de tráfico de drogas, em face de flagrante forjado pelos próprios polícias, que "plantaram" papelotes de cocaína nos bolsos dos dois.

Às 18 horas, aproveitando uma manifestação dos guardas prisionais clamando subsídio de risco, eles conseguem fugir da prisão no meio da confusão e do tiroteio das brigadas anti-motim da PSP que entretanto tinha sido destacada para o local pelo Ministro da Administração Interna.

Às 19h05m, os muçulmanos, ainda ensanguentados, dirigem-se ao balcão da TAP para comprar as passagens. Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os voos da companhia estão suspensos por tempo indeterminado. Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir Lisboa, no fim de contas, é um acto terrorista ou uma obra de caridade.

Às 23h30m, sujos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pedem sandes de queijo com limonadas. Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem recuperar-se da intoxicação alimentar de proporções equinas, decorrente da ingestão do queijo estragado usado nas sandes.

Eles foram levados para o Hospital de Santa Maria, depois de terem esperado três horas para que a ambulância do INEM chegasse e percorresse diversos hospitais da rede pública até encontrar uma vaga.

No HSM, foram atendidos por uma enfermeira feia e mal-humorada. Eles tiveram de esperar dois dias para serem examinados, por causa da cólera causada pela limonada feita com água contaminada por coliforme fecal. Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo.

Domingo, 18h20m: os homens de Bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio de Alvalade. O Benfica acabara de perder com o Sporting. A claque dos NO NAME BOYS confunde os terroristas com integrantes da JUVELEO e dá-lhes uma surra sem precedentes. O chefe da claque abusa sexualmente deles.

Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica. Ao verem uma roullote de venda de bebida nas proximidades, decidem embriagar-se uma vez na vida e comer umas sandes de couratos (mesmo que seja pecado!).

Tomam um bagaço adulterado com metanol e precisam voltar ao Santa Maria. Os médicos também diagnosticam gonorreia.

Segunda-Feira, 23h42m: os dois terroristas fogem de Lisboa escondidos na traseira de um camião de electrodomésticos, assaltado horas depois na Serra da Musgueira. Desnorteados, famintos, sem poder andar ou sentar-se, eles são levados por uma carrinha de Apoio aos Sem Abrigo, organização ligada aos direitos humanos para a área metropolitana de Lisboa. Viajam deitados de lado.

Na capital novamente, deambulam o dia todo à cata de comida e por volta das 20 horas acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja na Rua do Coliseu, no centro. A Polícia Judiciária não revelou o hospital onde os dois foram desta vez internados em estado grave, depois de espancados quase até à morte por um grupo de SKINHEADS da Av.Roma.

Sabe-se que a Polícia Judiciária deixou de se preocupar e vigiar estes membros da Al Qaeda por considerar que as suas intenções foram desvanecidas e já não constituem qualquer tipo de perigo à integridade nacional, e até os está a ajudar, tentando encontrar uma organização humanitária que lhes possa dar apoio para o regresso ao Afeganistão, isto tudo a pedido dos mesmos.

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publicado por Rastr às 22:50

Cérebro Espectacular

Quinta-feira, 23.11.06
Espectacular o nosso cérebro....



Se conseguirem ler as primeiras palavras o cérebro decifrará automaticamente as outras...

3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4..
4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.

0 R3570 3 F3170 4R314

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publicado por Rastr às 20:49

Verdadeiros Artistas

Quarta-feira, 22.11.06

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publicado por Rastr às 21:15

Verdadeira Artista

Quarta-feira, 22.11.06

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publicado por Rastr às 21:12

Aviso Sério !!!

Quarta-feira, 22.11.06
ATENÇÃO...


Dois sites perigosos


1. Não vá ao site

http://www.geocities.com/adsl_netfast

NÃO o utilizem!!! Existe com o único propósito de vos ROUBAR as passwords!!!

Se és amigo do teu amigo, reencaminha este post.


2. Não vá ao site
http://www.portugalmovel.com


NÃO ENTREM NESTE LINK. É uma página de toques, bonecos,

para telemóveis...

CUIDADO!!!


Para aceder a este site é necessário instalar um ficheiro.

Este ficheiro,quando instalado, substitui a ligação telefónica
normalmente utilizada clix, iol, netc,Telepac, etc., por outra ligação, pela "módica" quantia de 3,30 por minuto!

Esta situação é gravíssima, atendendo a que ninguém se apercebe de nada, até aparecer a factura do telefone.

O mais escandaloso é que o programa tenta constantemente ligar à internet, pelo que, se alguém abandonar o computador cortando a ligação,não imagina que computador vai voltar a ligar, ficando a gastar 3,30 por minuto!

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publicado por Rastr às 21:00

Vamos por 10 Milhões de portugueses felizes...

Terça-feira, 21.11.06
Diz o primeiro-ministro para o Secretário:


- Vou atirar esta nota de 100 Euros pela janela e fazer um português feliz.

- Sr. Engenheiro, não acha preferível atirar 2 de 50 e fazer 2 portugueses felizes? - Sugere o Secretário.

- Não faça isso, Sr. Primeiro-Ministro. Atire antes 20 notas de 5 e faça 20 portugueses felizes! - Diz o Escriturário lá no seu canto.

Ouvindo isto tudo, reage a senhora de limpeza:

- Porque é que o senhor Primeiro-Ministro não se atira da janela e faz dez milhões de portugueses felizes?

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publicado por Rastr às 22:39

Conhecer melhor o nosso País... Sintra

Segunda-feira, 20.11.06

A pedido da nossa amiga Ayumi Suzuki, aqui fica o que eu consegui apurar sobre Sintra.

RESUMO HISTÓRICO

Classificada pela UNESCO como Paisagem Cultural e Património da Humanidade – durante a 19ª Sessão do Comité da UNESCO, ocorrida em Berlim a 6 de Dezembro de 1995 -, Sintra é um daqueles lugares mágicos onde a natureza e o homem se conjugaram numa simbiose perfeita, como que a quererem deixar-nos surpreendidos, rendidos à beleza da obra.

Testemunho da passagem de muitos povos e culturas ao longo dos tempos, que sempre souberam respeitar os vestígios que os outros deixaram, a expressão que melhor classifica Sintra no seu todo é, por certo, a tolerância cultural.

A magia dos cenários naturais e a memória da passagem do Homem por Sintra, as brumas misteriosas, os jogos de água e verde, traduzem uma ambiência poética muito própria, talvez única, transformando Sintra num local de grande apetência artística. E para realçar essa capacidade inspirativa do lugar, Sintra é hoje palco de várias iniciativas onde a arte se integra e se funde com a paisagem. É o caso do Festival de Música de Sintra, a transportar a música clássica para espaços ao ar livre, possibilitando uma relação íntima e recíproca entre o artista, o público e a natureza.

Sintra e a sua Serra, vivenciada desde as mais remotas idades, foi-se alentando em sucessivas manifestações estética e artísticas que, potenciadas por benfazejo clima, incentivaram a construção de uma paisagem paradigmática na geografia mundial.

Características inusitadas de uma natureza feliz e da orografia da própria Serra, com os seus cumes agudos coroados de dantescas e doiradas fragas, os seus fundos abruptos entelhados de generosa vegetação, sustentada por frescas e salutíferas águas e temperada por húmido frescor que se alonga às férteis várzeas circundantes e que, desde tempos imemoriais, tem exorado a presença humana.

Razões pelas quais mitificaram, nesta finis terra do Mundo Antigo, as éguas fecundadas por Zephyrus que pariam potros mais velozes do que o vento e calcorreavam, em desenfreados galopes, o Mons Sacer de Varrão. Columela apelidou a Serra, sobranceira ao promontório agreste de Ophiussa, de Mons Lunae, mas os mais ancestrais testemunhos de ocupação humana - enquanto habitat e espaço sacralizado - remontam a épocas pré-históricas, das quais se destacam o sítio do Neolítico Antigo do Castelo dos Mouros, onde foram recolhidos abundantes artefactos; o monumento funerário da Bela Vista, datável do Calcolítico Final, que, aproveitando afloramentos rochosos existentes no próprio local.

Durante a romanidade, a região de Sintra integrou o territorium da civitas de Olisipo, à qual foi concedido - por César ou, como será mais provável, por Octaviano -, em cerca de 30 a.C., o estatuto de Municipium Civium Romanorum, circunscrição onde a romanização foi profunda e venturosa nos seus aspectos mais diferenciados, como sejam, os culturais, os sociais, os políticos e os económicos, verificando-se, inclusive, a adopção por parte dos seus habitantes, agora filiados na Tribu Galeria, de gentilícios romanos, com destaque para o nomen imperial Iulius.

Na própria Vila de Sintra, encontraram-se, pois, testemunhos que atestam a ocupação romana e tardo-romana do sítio, com cronologia balizada entre o século II a.C. e o século VI da Era, com especial incidência para o trecho de uma via (sob as actuais Rua da Ferraria, Calçada dos Clérigos e Calçada da Trindade) que faria a ligação do habitat romano aos agri e provável necrópole, porquanto subsiste, para além da referência no CIL II, 309 a uma inscrição funerária do século II - DIS . MANIBVS / L. LOREI . L. F. GAL / MAXIMI . ANN. XVI -, um fragmento de capeamento da mesma época.

Sintra assentou-se e cresceu, então, sob amparo do Palácio que, aos poucos, se foi tornando num dos superiores centros de vilegiatura da realeza. E não fora o mortífero surto de peste negra, em 1348, o terramoto de 1356 e o facto do seu concelho ter sido truncado, em 1364, com a desanexação de Cascais, por vontade de D. Pedro I, todo este processo teria decorrido sem sobressaltos maiores, até ao dia em que o conde Henrique Manuel de Vilhena, que D. João fizera senhor de Sintra - interrompendo, assim, a tradição de doar a vila ao senhorio das rainhas...

Rendido o seu Castelo, Sintra retornou então à posse da coroa e D. João I, enamorado pelo sítio, patrocinou, por volta de 1400, a construção nos arredores da vila o Convento da Santíssima Trindade para albergue da comunidade anacoreta que, respondendo aos apelos da mística Serra, se tinha instalado nas suas fragosas faldas. D. João I promoveu também longas obras de ampliação do Paço real, acrescentando, sob orientação de mestre João Garcia de Toledo, o mudejarizante corpo central, e não «há dúvida que (...) esteve presente o elemento mouro, não porém de forma livre e natural, mas sim como voluntário exotismo dos monarcas» e de uma tradição construtiva moirisca.

D. Afonso V nasceu no Palácio sintrense, em 1432, onde muitas vezes se fixou a corte e lançou o destino da conquista e descoberta africanas. Na epopeia participaram alguns sintrenses, nomeadamente, Gonçalo de Sintra, que explorou o Rio do Ouro e foi morto na angra que hoje leva o seu nome, Soeiro da Costa e Pedro de Sintra que exploraram a costa ocidental de África, do Rio Grande ao Cabo Mesurado, tendo sido, este último, capitão da armada que fundou a fortaleza de São Jorge da Mina, em 1481. E, ainda, Diogo Gomes, outro navegador que desconhecendo-se a sua naturalidade, se manteve arreigado a Sintra, onde adquiriu umas terras que constituíram a génese da Quinta do Ramalhão e desempenhou as funções de «almoxarife d-el rei», até cerca de 1480.

No dia de Todos-os-Santos de 1755 a terra tremeu logo pela manhã e sob a violência do terramoto grande parte da Vila de Sintra desmoronou-se, conforme nos esclarecem as Memórias Paroquiais de 1757: a Igreja Matriz de São Martinho «se arruinou de forma que apenas ficou algumas paredes, mas estas incapazes de poderem servir (...). Ficou esta Villa a mayor parte aruinada, mas ja se acha com m.tos edificios redeficados. Na mesma praça se acha a caza da mizericordia que exprimentou a mesma ruina que a freguezia, mas esta se acha ja quazi coberta», o Paço real sofreu também bastante ruína, assim como o Castelo dos Mouros e o Mosteiro de Nossa Senhora da Pena. A Paroquial de São Miguel conservou, apenas, a ousia, a de Santa Maria perdeu parte da nave e a de São Pedro de Penaferrim registou estragos mais modestos. Os trabalhos de reconstrução sucederam-se a bom ritmo como se infere da leitura do inquérito pombalino, ainda que as obras de São Martinho só tenham terminado em 1773, com a pintura de cariz vegetalista e geometrizante dos tectos da nave e da capela-mor, por Joaquim José da Rocha - artista que se responsabilizara já, entre 1760-1762.

A magia de Sintra, no entanto, só seria redescoberta no terceiro quartel do século XVIII, quando readquiriu os pergaminhos de outrora. O clima e o exotismo das suas paisagens garantiram-lhe destacado lugar no Tour pré-romântico (foi visitada, entre outros, por Murphy, Link, Ruders, Bradford, Byron e Southey que deixaram expresso, em notáveis relatos, o seu encantamento pelo lugar).

A circunstância histórica e arquitectónica ditou para a Sintra e para a sua Serra uma individualidade única que não se esgotou no régio Palácio da Pena. Mas que, antes pelo contrário, terá oscilado entre a teoria e a assunção da paisagem romântica, formalizando-se em arquétipos que desembocaram no vasto conjunto da arquitectura revivalista e que, aqui, entrou bem pelo século XX adentro. Assim se justificará a unicidade do pavilhão da Quinta do Relógio - edificado por volta de 1850, segundo traço de António Tomás da Fonseca - ao assumir-se como primeiro edifício inteiramente neo-árabe, incluindo a legenda dos reis mouros de Granada.

O Centro Histórico - protegido desde 1949 pelo Plano de Urbanização de Sintra, da autoria do urbanista Étienne de Gröer, que abrange também parte dos bairros de São Pedro de Penaferrim, da Estefânea e da Portela - tem-se aninhado numa falda ensombreada protegida pela Serra altaneira. As suas tortuosas e estreitas vielas espontam no monumental Palácio Nacional e os seus becos, pequenos largos ou praças impõem ritmos que surpreendem pela sua clarividência vernacular atlântico-mediterrânica, aristocrática ou erudita.

 

 

SINTRA E A SUA HISTÓRIA

No âmbito contextual de natureza, arquitectura e ocupação humana, Sintra, o seu termo e a Serra, evidenciam uma unidade que hoje se considera de paisagem cultural única no panorama da história portuguesa.

 

 

Eis, pois, Sintra, cuja mais antiga forma medieval conhecida, Suntria, apontará para o radical Indo-Europeu “astro luminoso”, “sol”.

Na Tragicomédia do Inverno e Verão, representada no Paço da Ribeira de Lisboa, por ocasião do nascimento do infante D. Filipe (1533), aos reis de Portugal D. João III e D. Catarina de Áustria, Gil Vicente aí faz figurar uma característica alegoria da Serra de Sintra, assim apresentada pela alegoria do «Verão»:

«La sierra de Sintra viene,
que estava triste del frio,
gozar del Triunfo mío,
que a su gracia conviene.
Es la sierra más hermosa
que yo siento en esta vida:
es como dama polida,
brava, dulce y graciosa,
namorada y engrandecida.

Bosque de cosas reales,
marinera y pescadora,
montera y gran caçadora,
reina de los animales.
Muy esquiva y alterosa,
balisa de navegantes,
sierra a sus caminantes
no cansa ninguna cosa.

Refrigerio en los calores,
de saludades minero,
 contemplación de amores,
la señora a que yo más quiero
y con quién ando d'amores».

Luís de Camões (c. 1524-1580) refere-a n'Os Lusíadas
(Canto III, estrofe 56), durante o épico discurso de Vasco da Gama - que relata a História de Portugal - ao rei de Melinde, como um lugar mítico e lânguido:

«E, nas serras da Lua conhecidas
Subjuga a fria Sintra, o duro braço.
Sintra onde as Náiades escondidas
Nas fontes, vão fugindo ao doce laço:
Onde Amor as enreda brandamente,
Nas águas acendendo fogo ardente».

E, depois, no Canto V, o seu perfil que se avista das naus que partiram para a descoberta do caminho marítimo para a índia:

«Já a vista, pouco e pouco, se desterra
Daqueles pátrios montes, que ficavam;
Ficava o caro Tejo e a fresca serra
De Sintra, e nela os olhos se alongavam (...)».

 

    Nos limites do território que foi classificado como Paisagem Cultural - a Vila de Sintra, a envolvente “zona histórica e a Serra - os mais ancestrais testemunhos de ocupação humana localizam-se num cume da vertente Norte da Serra de Sintra.

Trata-se da ocupação epipaleolítica da Penha Verde, onde foram recolhidos abundantes utensílios de tipo microlaminar.

 

Locais a visitar

 

 Castelo dos Mouros

 

Antigo castelo de provável fundação muçulmana, durante o séc. IX, no qual nunca se travou nenhuma batalha. De facto, tanto os ocupantes muçulmanos como cristãos rendiam-se invariavelmente após a conquista de Lisboa pelo lado oposto, apesar da aparente invulnerabilidade do Castelo.

Tal facto deve-se à sua função, que não era tanto a da defesa da vila e sim de defesa e vigilância de Lisboa e arredores, conjuntamente com outras vilas do termo de Lisboa. Em 1154, D. Afonso Henriques concede carta de foral à vila.
Com o contínuo avanço da Reconquista para Sul, o Castelo dos Mouros perde a sua importância estratégica, acabando por ser totalmente abandonado durante a Segunda Dinastia. Nos finais de quatrocentos apenas habitavam o sítio do castelo alguns judeus, segregados do resto da comunidade por ordem régia e até esses acabaram por sair devido à expulsão das minorias étnicas e religiosas.

Acesso:
Situado a cerca de 3,5 Km do Centro Histórico, na Estrada da Pena.
Autocarro n.º 434, com partida da estação de Sintra e passagem pelo centro histórico.

Morada:
Estrada da Pena
Tel: 351 21 923 73 00
Fax: 351 21 923 73 50
E-mail:
info@parquesdesintra.pt
Website:
http://www.parquesdesintra.pt

 

ANTIGA IGREJA PAROQUIAL DE SÃO PEDRO DE CANAFERRIM E NECRÓPOLE MEDIEVAL

 

 

Localização

ANTIGA IGREJA PAROQUIAL DE SÃO PEDRO DE CANAFERRIM
Junto ao Castelo dos Mouros (Serra de Sintra), freguesia de São Pedro de Penaferrim.

NECRÓPOLE MEDIEVAL
Junto ao Castelo dos Mouros (Serra de Sintra), freguesia de São Pedro de Penaferrim

 

A antiga Igreja de São Pedro de Canaferrim, muito provavelmente ainda edificada durante o século XII, revela um típico templo rural românico. O seu aspecto sóbrio é-lhe conferido não só pela frieza do granito utilizado na construção das espessas paredes, mas também pela planta simples, estruturada pela directa junção de dois corpos de traça rectangular, demarcando dois espaços litúrgicos distintos; a concepções de estruturação dos espaços e volumetrias típicas do românico conduziram, assim, à edificação de um templo de uma só nave e de abside rectangular,
O acesso à abside faz-se através de um arco triunfal de volta perfeita e a iluminação é conseguida por uma pequena fresta no extremo oriente da cabeceira. Nas paredes do lado do Evangelho e no da Epístola embebem-se dois pequenos nichos rectangulares destinados a abrigar os objectos litúrgicos.
Ainda na abside, são observáveis alguns vestígios de pinturas góticas, no tecto abobadado e na parede fundeira. O arco esteia-se em duas colunas de fuste liso - idênticas às do portal que existe na fachada lateral sul -, e assentes sobre plintos lisos. Os capitéis deste arco, de estilo arcaico, são decorados com temas fitomórficos e de inspiração vegetalista, contrastando com os motivos zoomórficos que ornamentam os do portal sul.

 

                                  QUINTA DA PENHA VERDE

 

Localização

Estrada Nova da Rainha, freguesia de São Martinho

Memória descritiva

A primitiva casa da Quinta da Penha Verde, erguida por D. João de Castro, era simples e de reduzidas dimensões. Posteriormente, o edifício foi largamente ampliado e modificado, adquirindo então o aspecto que lhe reconhecemos actualmente.
A entrada da Quinta e hoje precedida por um singelo pórtico, datável de finais do século XVII, encimado por um frontão triangular ao qual se sobrepõe o brasão dos Castros.
Logo de seguida, um pequeno jardim, ao estilo do século XVIII, enquadra e antecede a mansão. Esta apresenta uma planta algo irregular, integrando-se, todavia, na linha da arquitectura áulica portuguesa tradicional. As ombreiras das portas e janelas são revestidas por largas e simples cantarias. O seu interior é marcado pela sobriedade, destacando-se porém, deste contexto, o grande salão do piso superior, com tecto de madeira apainelada e com uma pintura central representando um brasão de armas.
A capela de São Brás, integrada no corpo principal da mansão, data do século XVII. A parede da capela-mor encontra-se completamente revestida por um painel de azulejos policromos, cujo desenho representa um reposteiro semi-aberto, de evidente recorte teatral; do centro desta composição sobressai uma peanha em pedra finamente lavrada, sobe a qual se encontra uma soberba e pétrea imagem de São Brás; o altar é trabalhado em mármore multicolor.

 

D. João de Castro, filho de D. Álvaro de Castro, governador da Casa do Cível e Vedor da Fazenda, e de D. Leonor de Noronha, nasceu em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1500. Na sua juventude foi moço-fidalgo de D. Manuel e, na corte - onde iniciou uma longa e frutífera amizade com o Infante D. Luís - teve como professores alguns dos mais notáveis mestres da época, de entre os quais o célebre matemático Pedro Nunes.

 

 PALÁCIO DA PENA E CONVENTO HIERONIMITA DE NOSSA SENHORA DA PENA

Localização

PALÁCIO DA PENA

Serra de Sintra, freguesia de São Pedro de Penaferrim

CONVENTO HIERONIMITA DE NOSSA SENHOA DA PENA

Serra de Sintra, freguesia de São Pedro de Penaferrim

Localização

PALÁCIO DA PENA

Serra de Sintra, freguesia de São Pedro de Penaferrim

CONVENTO HIERONIMITA DE NOSSA SENHOA DA PENA


«Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto, e nunca vi nada, nada, que valha a Pena. É a cousa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor – e, lá no alto, está o Castelo do Santo Graal.»

    Richard Strauss

O homem romântico, contemporâneo da Revolução Industrial, assistiu à transição gradual de uma civilização rural para um estilo de vida fundamentalmente urbano, o qual entrou em acelerada decadência devido à forte concentração populacional e à destruição do meio ambiental. Procurando fugir do ambiente asfixiante da vida urbana, era no reencontro com a Natureza que o homem romântico encontrava a sua alternativa de vida.


O palácio e os jardins foram concebidos como um todo: as influências que conduziram à realização sublime de um,  encontram-se no outro. «O Mosteiro gótico da Pena despiu-se então da simplicidade monástica para trajar as galas do século; deixou a divisa dos filhos de S. Jeronymo para se ataviar com o brasão d’armas de Portugal e Goburgo; trocou os seus dormitórios e estreitas celas por espaçosas salas; e mudou o nome humilde de habitação de monges no título pomposo de Paço Real.

Para mais informações, visita:

http://www.cm-sintra.pt

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publicado por Rastr às 20:07


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