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Conhecer melhor o nosso País... BRAGANÇA

Sábado, 07.10.06

Vamos começar pelo Norte do nosso País.

O Distrito de Bragança, onde reside a nossa amiga Cricri.

 
   
Cidade de Trás-os-Montes, sede de concelho, de comarca, de distrito, dista do Porto em 255 km e 515 de Lisboa. Encontra-se encravada nas montanhas do Nordeste Transmontano, a 700 metros de altitude e a 22 km da fronteira espanhola. É constituída pelas freguesias da Sé, com 10.129h e de Santa Maria com 3.900h.
Bragança situa-se na Península Ibérica, no Nordeste Transmontano, e é limitada a norte e a este por Espanha.

Bragança pertence à região denominada de Terra Fria Transmontana. Para fins estatísticos integra-se na NUT III do Alto Trás-os-Montes, da qual fazem parte mais treze Concelhos.
 
 
 
 
 
Recinto fortificado, que já fez parte de uma cerca muito mais vasta, em que se destacam as muralhas do castelo, a elegante Torre de Menagem, a "Domus Municipalis" e o Pelourinho.
 
Todo este monumental conjunto, pela sua magnificência e grandiosidade, pelo seu inquestionável valor histórico e patrimonial, bem poderia fazer parte integrante do "património mundial".
 
O Castelo,  - que ainda hoje domina o aglomerado - vai funcionar, através dos tempos, pela massa imponente, pelo volume, pelo gigantismo arquitectónico.
 
 
  
 
 
 
 
 
A porta principal do aglomerado - Porta da Vila - abre-se a poente e faz parte da barbacã defensiva. Um pouco mais recuada, situada entre dois torreões, fica a Porta de Santo António. No mesmo arruamento, mas no lado oposto (a nascente), o acesso faz-se pela Porta do Sol. No castelo rasga-se ainda a Porta da Traição.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

E provável que, em povoado tão próximo da fronteira, se tenha construído uma linha defensiva, neste local, ainda no reinado de D. Sancho I (dador do 1º foral em 1187). Em 1377, reinava D. Fernando, a "vila" já estava totalmente cercada. (A fonte d' el rei - "poço do rei" - e os panos de muralha devem datar do séc. XV, reinado de D. Afonso V). D. Dinis, nos fins do séc. XIII, teria mandado construir o primeiro castelo (mais um "castelo novo" dos muitos que foram edificados no seu tempo), afirmando-se, assim, a importância do aglomerado. É sobre este castelo, ou a partir dele, que se constrói o que hoje podemos ver (As obras, iniciadas em 1409, com D. João I, só terminam 40 anos depois).
 
 
   
Símbolo do poder concelhio. Ergue-se no largo de S. Tiago, onde existiu uma igreja com este nome. Implantava-se junto à "Domus Municipalis", edifício com que estaria em consonância, dada a sua relação com o poder municipal. Poderia ter sido nestas "andanças" que foi encastrado numa porca. O monumento é, assim, constituído por duas peças distintas, dois elementos bem separados no tempo: o pelourinho propriamente dito (coluna de fuste liso e coroamento), um exemplar quinhentista (?) do "tipo bragançano" (na classificação proposta por Luís Chaves) e uma figura zoomórfica protohistórica, um berrão (popularmente designado por "porca da vila"). Deste casamento resultou um conjunto anacrónico, mas original e de grande valor simbólico.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Na "vila", destaca-se a Torre de Menagem (construção iniciada por D.João I) "...com comandamento sobre o resto das muralhas...". Construída, como é habitual, no ponto mais defensável -" mais larga e robusta que as maiores torres góticas do Sul" - é, porventura, " a mais elegante e bela do país".
 
 
   
Sem que haja provas documentais, a edificação poderá remontar aos primórdios do burgo (da sua primitiva traça nada foi detectado). Nos meados do século XIII sabemo - lo pelas inquirições afonsinas -, a freguesia de Sta. Maria, sediada muito provavelmente na igreja com o mesmo nome, contava-se entre as quatro do aglomerado.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Monumento singular (e ainda enigmático) da arquitectura românica civil; exemplar arquitectónico eloquente do período tardo medieval, a juntar à Torre de Menagem. (A designação de "Domus Municipalis" surge, apenas, no ocaso do séc. XIX). A sua edificação data, muito provavelmente, do primeiro terço de quatrocentos (como se comprova por um doc. de 1501), podendo ter coincidido com a do castelo.
 
 
 
 

Projectado pelo Arq. Adães Bermudes, toi construído em I1903 - 1904, no local onde se  havia erguido a Igreja de S. João - que dava nome ao largo. Dos meados do séc. XIII há referências documentais à freguesia de S. João, que aqui devia estar sediada. Apesar das diversas intervenções, durante o séc. XVIII, não foi possível controlar os efeitos da ruína que atingiu o templo.
 
 
 
   
(Também conhecida por praça Velha, por praça de Baixo e Largo General Sepúlveda). Ladeiam-na a Igreja de S. Vicente e o Edifício do "Principal”. No centro, o, Monumento aos mortos da I Grande Guerra. Do lado oposto ao da Igreja é visível parte de um portal armoriado, que nobilitava o edifício da antiga cadeia civil.
 
 
 
  
 
 
   
Nos meados do séc. XIII já é referida a freguesia de S. Vicente. Pelas características da cabeceira, tem-se enquadrado o primitivo templo no estilo românico. Parece tratar-se do desejo, muitas vezes manifestado, de avelhentar as origens ( quer do património, quer das instituições) num exercício de nobilitação e de dignificação. Os mesmos traços arquitectónicos (presentes também, por exemplo, em S. Francisco) levam, contudo, outros autores a incluí-lo no conjunto de obras góticas. Remodelações e ampliações posteriores - séculos XVI, XVII e XVIII - justificam-se pelo estado de degradação a que chegou a Igreja
 
 
   
Edifício setecentista , adquirido (1864) aos descendentes de um rico burguês de apelido Pereira, oriundo de Lagoaça e que vivia no Porto, para nele se instalar a Câmara. O primeiro museu, essencialmente arqueológico, denominado Museu Municipal, "viveu" no rés-do-chão. Foi inaugurado em 1897, sendo seu Director o Coronel Albino Lopo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Edifício construído em terrenos pertencentes ao Mosteiro Beneditino de Castro de Avelãs e destinado a convento de freiras Claras. Depois de concluído, acabaria por ser entregue aos padres da Companhia de Jesus em 1562, onde instalaram um colégio. Com a expulsão da Ordem (1759), aqui se estabeleceu (1766) o Seminário Diocesano que, nos fins de oitocentos, realiza importantes obras de ampliação.
A entrada principal da Igreja, localizada lateralmente, faz-se por um portal em que os valores renascentistas são interpretados livremente. Na construção que ampliou o templo, abre-se uma entrada secundária (um simples arco de volta perfeita).
 
 
   
A fundação da Santa Casa da Misericórdia de Bragança deve remontar ao ano de 1518 e “fundou-se em uma igreja que havia dedicada ao Espírito Santo" (que dava nome à rua). O templo foi reconstruído em 1539, para servir como igreja da Misericórdia. Nos fins do séc. XVII, o altar-mor seria dotado com um valioso retábulo maneirista (como figura central N. Sr.ª da Misericórdia). Numa capela anexa, pode admirar-se uma bela imagem do Senhor dos Passos, dos fins do séc. XVIII.
 
Como chegar a BRAGANÇA ?
 
 


De Carro

Para mais informações, não deixes de visitar o seguinte endereço:

http://www.cm-braganca.pt

 


Bragança é Servida pelo IP4, sendo fácil, a partir daqui, tomar todos os destinos, de norte a sul do país.
 
 

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publicado por Rastr às 00:22


2 comentários

De cricri a 07.10.2006 às 15:35

Não imaginas como fiquei contente ao ler o post !! É sempre bom ouvir falar (bem) da nossa cidade!Principalmente iniciando um projecto de descoberta de Portugal! Confesso que alguns pontos me surpreenderam , visto que não ão sabia, por exemplo, que existira uma igreja no local do pelourinho...
Agora se me permites, gostaria de acrescentar uns pontos..Tenho que dar o exemplo! :) Já que há coisas que não ão vêm nos guias turísticos...
- A Torre da Menagem alberga o Museu Militar, que contém armas que datam da formação de Portugal, como reino, até à 1.ª Guerra Mundial.
- A forma da muralha, que circunda o castelo e toda a cidadela, tem a forma de um coração. Diz-se que tem esta forma por ter sido um "presente" de um duque de Bragança para a sua esposa.
- A Igreja da Sé, tem comunicando com a nave principal um claustro, muito bonito.
- A Igreja de S.Vicente (edifício que se observa na foto do largo do Principal) é tida como a Igreja onde ocorreu o casamento secreto de D.Pedro e D.Inês de Castro.
- Além do Museu Militar, existe também o Museu Abade de Baçal situado no antigo Paço Episcopal) com peças religiosas, romanas, arqueológicas e doações de várias famílias de peças relativas à região, etc.
- Está em fase final de construção uma Casa da Seda, que penso, funcionará como museu, e permitirá aprender (com novas tecnologias) os passos seguidos para criação de seda: desde o início da produção.
- Como ocorreu em várias cidades, com o programa Polis, foram feitas várias remodelações e construção de novos espaços: Uma Zona verde junto ao rio (no centro da cidade), construção de um centro comercial (digamos, mini centro comercial ), um Teatro Municipal (inaugurado há 2 anos) de aspecto contemporâneo, um Centro Cultural, Conservatório de Música e uma nova Biblioteca Municipal, parques,...
- A nova Catedral ficará concluída por esta altura: um edifício imponente, agora com um belo espaço verde circundante.
- Para os amantes da vida nocturna: Bragança apenas tem uma discoteca, mas vários bares em diferentes pontos da cidade.
- Perto de Bragança podem visitar também o Parque Natural de Montesinho assim como o Centro Hípico.
- No verão, os dias podem também ser ocupados na Praia Fluvial do Azibo (concelho de Macedo de Cavaleiros), uma praia com bandeira azul há vários anos.

De momento é oq ue me lembro de Bragança.
Espero, Rastr, que não te importes com este (longo...) contributo. E espero também que todos tenham ficado a gostar de Bragança! Atenção que não há apenas coisas más como as da "Time". ;)

Obrigada Rastr!

De Rastr a 07.10.2006 às 17:20

Claro que não me importo, só posso agradecer e que sirva de incentivo, para os futuros habitantes de localidades que eu irei "postar" neste Blog.
Obrigado

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